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Ausências

Varais de Esperanças (2017)

Miro Saldanha

(Miro Saldanha)

Ôh, de casa, grito, por sobre o aramado;
E aguardo, ainda montado, como é o costume daqui.
Quem vem lá? - Grita um piá, da soleira;
Corre pra abrir a porteira, estende a mão e sorri.
Vim de longe pra ouvir a fonte, que brota
Nessa harmonia de notas que só o silêncio lhe dá.
Pó de estrada e o tempo das quatro patas
Me deram noção exata do que é “ali” e o que é “lá”.

REFRÃO

Sou daqui,
Mas fui buscar, noutros mundos,
Algum olhar mais profundo
E um pôr de sol pra cantar.
E descobri,
No pôr do sol da querência,
Todas as minhas ausências
Guardadas num só olhar.
De onde eu vim, eu aprendi, com a tristeza,
Como sorrir por proeza, pra ter um dia melhor;
E quanto valem as alegrias escassas,
Porque é no meio das massas que a solidão é maior.
Vim de longe, seguindo o canto dos galos.
Nas patas do meu cavalo, terra de todo o lugar.
Desencilho, desfaço as mágoas que trago
E reconheço meu pago, ouvindo a cuia roncar.

REFRÃO (Bis)


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