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Na Outra Ponta do Laço

Do Jeito Que Eu Gosto (2015)

Zezinho e Floreio

Doze braças, bem sovado,
Da argola até a presilha,
Um armadão de oito metros,
Quatro voltas de rodilha,
Se soltando campo afora,
Num socadão de coxilha,
Buscando a toca dos "oio",
Na lágrima d'uma novilha;

Quem se criou campo afora,
Laçando por precisão...
Numa cancha de rodeio,
Não bota laço no chão!
Sou da lida e me garanto,
Montado sei o que eu faço,
Trago o Rio Grande "acabresto",
Na outra ponta do laço;

O laço, o braço e o pingo,
São três armas que conheço,
Pra fazer zebua alçada...
Buscar, de volta, o começo,
Eu sou da Pátria gaúcha,
O campo é meu endereço,
E o laço atado nos tentos...
Pra mim, não é, adereço;

Quando alguma se desgarra,
Pegando o rumo do mato,
O Mouro corta o caminho,
E o doze braças, desato...
Eu garanto que te busco,
Num cortadão, campo afora,
Pois acho até desaforo...
Deixar uma rês ir embora;


Faz sempre o 1° refrão e eu o 2°


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