Música e letra

Num Bolicho da Linha Melódica

Por Mauro Moraes, do álbum Num Bolicho da Linha Melódica.

2011
Versão completa
Letra

Num Bolicho da Linha Melódica

"milonga! Teus olhos são as janelas da alma Onde faço o bem sem olhar a quem Onde quem planta e cria, todavia Dá os fins, dá os meios Onde os meus dias sem idade, a campo Ainda esbarram riscando Num corredor ladeado de arame E o silêncio me assiste a quantas dormidas Num bolicho da linha melódica Onde o saber não ocupa lugar" No pátio onde nasci, perguntam por mim E a tarde onde anoiteço, mateio por ti Aos olhos do que pensamos e amamos à sombra O instante que retomamos aguando a cambona Na sanga dessas palavras, a grama boiadeira E as veias de algum poema, morena Nas veias de algum poema! Na pampa verde estendida, onde estive ao teu lado O outro lado do dia, guria O outro lado do dia! Comigo, as pencas, as carreiras O que somos, do que se queria Contigo, a cancha, o laço de chegada Esticado, entre as melodias Não me enxergo entrando de bolada Nas amagadas de ganhar parelha Nem me afeito a quem não tem cavalo E se mete de paleta Abraça-me, milonga das "casa" Abraça-me, milonga das garras Abraça-me, pra nunca mais olhar pra trás! O que passou, passou, passou... E o que tenho escrito, o que tenho escrito... Fica o dito pelo não dito E "bamo" que "bamo", no más "milonga! Eu te devolvo a lua minguante De um fim de inverno Que se anuncia contido Enquanto te ausentas Eu te devolvo a dor de compor a sombra Desta guitarra crioula Acolherada em meus versos Onde pensar não é dar a resposta"