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Saudação aos Ginetes

Rio Grande Cuiudo (2011)

Moraezinho

De madrugada já sem encontra na mangueira
Com o sal na mão pronto pra enfrentar a guerra
É mais um dia pra iniciar a lida bruta
Esta é lida dos ginetes desta terra.
Tem por oficio de quebrar queixo de potro
Ganha a vida gineteando campo afora
Traz o destino preso na tala do mango
E sua alma nas rosetas das esporas.

São esses tauras que ariscam a própria vida
Mas nesse lida eles se sentem feliz
Esses heróis merecem a nossa homenagem
Viva os ginetes de norte a sul do país.

São esses tauras do nosso pampa sulino
Que até dormindo sonham e fala com os potros
Braços cansados apeia banhado em suor
Golpeia um trago, descansa e já encilha outro.
São esses tauras que a morte lhe ronda a vida
E muitas vezes o patrão nem dá valor
Pensa na sorte soluça e chora baixinho
Enxuga o pranto nos flecos do tirador.

Clareia o dia fica mateando sozinho
E ele conversa com o patrão celestial
Pede pra Deus pra lhe da força no braço
E La vai ele quebrar queixo de bagual.
Antes de tudo se benze e olha pra o céu
Ajoelhado reza a prece de xirú
Faz dos seus rastro o altar para rezar
E seu rosário são rédeas de couro cru.


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