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Vaneira Sacudida

Os Farrapos - e Iedo Silva - Garrão do Pampa (1998)

Os Farrapos

Eu as vezes estou me lembrando dos tempos de peão de estância
Entre as missões e a fronteira onde passei minha infância
Dos bailes de chão batido de lampião a querosena
Só se chegasse pra perto pra mode enxergar as morenas.

E ao gaiteiro amaranto gritava me de espaço
Vou tocar uma sacudida que nem mijo de cachaço
Nisso chagou uma velhota pedindo sem embaraço
Toca aquela sacudida que nem mijo de cachaço

Num contra mestre de cerca escondi as armas e a canha
É um sistema muito antigo nas bailantas de campanha
Vou dar mais um talagaço de fazer cosca na goela
Ainda não to com coragem de chagar na gabriela.

Gaiteiro acarca de novo que é hoje que me espedaço
Uma vanera sacudida que nem mijo de cachaço
Me apareceu um índio velho tropicando num balaço
Me toca aquela chacoalhada que nem mijo de cachaço.

E a oito baixo roncava igual um atu na toca
Me fez lembrar dos meus dezoitos nos pagos da bossoroca
Rio grande de antigamente dos bailes restam saudade
Ambianetes que eram sadios se, comercio, sem maldade.

E a gaita velha espichava chegava saltar pedaço
Numa vanera sacudida que nem mijo de cachaço
E o baile foi terminando e eu firme no compasso
Larguei em direção ao rancho com uma morena nos meus braços.


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