Música e letra

Do Rio Grande Antigo

Por Miguel Marques, do álbum A Voz Dos Galpões.

Versão completa
Letra

Do Rio Grande Antigo

Gosto de bailes nos rincões perdidos Destes fundões que nem estão no mapa Porque retorno ao Rio Grande antigo Do violão, do pandeiro e da gaita Troteio à noite pelo chão batido E esburacado do salão de um rancho Gasto a fivela de esfregar no umbigo De uma chinoca num tranquito manso Não sou de briga não nasci pra isso Quero da vida os seus bons momentos E é num farrancho que mora o feitiço Que vem do fundo de um olhar moreno A melodia parece nascer Do bate casco e do assobio do vento É o rancho velho querendo entender A vibração dos corações lá dentro A gaita toca o pandeiro responde E o violão dê-lhe bordoneio O pai da moça quer que eu dance longe E dê uma folga para o sarandeio (Mas não tem jeito quando o amor nos pega O corpo quente da china é um perigo E vida afora a gente carrega Este retrato do Rio Grande antigo)