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Gineteando o Malacarra

Caminhante (1986)

Crioulo dos Pampas

Depois daquele rodeio, que pealei o boi Brasino,
Por ser um índio teatino me meti noutra façanha,
Já meio dentro das canha, com as ideias meio toso,
De um redomão perigoso resolvi tirar as manhas.

Era um pingo malacara o monarca do rodeio,
Lhe chamavam Tombo Feio, porque era feio seu tombo,
Não sou negro de quilombo, mas gosto muito da farra,
Já passei a mão nas garra e saltei de sepo pra o lombo.

Mas já no primeiro pulo andei pertito do céu,
Saiu voando o chapéu, mas não perdi minha estampa,
Tomei um trago da guampa enquanto eu paleteava,
A indiada toda gritava "viva o Crioulo dos Pampa!"

O malacara cansado ficou de rédea no chão,
Acabei com o redomão fiz um bonito papel,
Tomando pelo fiel de um chapéu preto tapeado,
Num trote bem entonado rumeei para São Gabriel.


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