PUBLICIDADE

Cabelo no Couro

Dançando Num Saravá (2008)

Berenice Azambuja

Eu andei muito sozinho sofrendo barbaridade
Querendo esquecer a china que me deu tanta saudade
Me embretei por esse mundo igual cachorro sem dono
Chorei um mar de tristeza
Botei a vida em brabeza pra fugir deste abandono
Êta chinoca tão arisca que foge da pista suando o cangote
Não quer varar a madrugada comigo grudada a dançar o xote
Mas quem já sofreu de amores não esquece um só momento
Fica andando sem destino que nem pandorga no vento
Eu voltei pra junto dela igual o pinto pro ovo
Grudei que nem carrapato
Como quem gosta do prato e mando vir tudo de novo
Êta chinoca tão arisca que foge da pista levantando poeira
Não quer varar a madrugada comigo grudada a dançar a rancheira
Esta china é mais arisca que potro xucro na soga
Se o índio não for treinado num corcoveado se arroga
É mulher que não se acanha e não aceita desaforo
Eu voltei pros braços dela
E vou viver grudado nela que nem cabelo no couro
Êta chinoca tão arisca que foge da pista que nem redomão
Não quer varar a madrugada comigo grudada a dançar vanerão
Não há mal que sempre dure não tá morto quem peleia
E eu vou domar esta china de puro sangue na veia
Vou trazer de rédeas curtas e esporas bem afiadas
Pra que ela saiba quem manda
E não me saia de banda na hora da corcoveada
Êta chinoca tão arisca só entra na pista me fazendo fita
Não quer varar a madrugada comigo grudada a dançar chamarrita


PUBLICIDADE

Músicas do Álbum

Veja outros álbuns >